terça-feira, 12 de junho de 2012

Um olhar mais atento à terceira idade

Com uma população de aproximadamente 20 milhões de idosos, segundo o Censo de 2010, o Brasil ainda não está preparado para atender as demandas que a terceira idade exige. É o que apontou um estudo do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), divulgado em maio de 2011.
Segundo a pesquisa, no país funcionam 3.548 asilos (públicos e privados) e apenas 218 pertencem ao governo nas esferas municipal e estadual. No âmbito federal, há somente uma instituição pública para idosos, o abrigo Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Atualmente, a população da terceira idade corresponde a 10% dos brasileiros, mas projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que o Brasil terá em torno de 45 milhões de pessoas com mais de 65 anos até 2050.
 Ana Amélia Camarano, responsável pela pesquisa do IPEA, lembra  que a Constituição Brasileira, a Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso responsabilizam as famílias  pelo seu ente. Porém, ela enfatiza que o Estado precisa ser mais efetivo em políticas de proteção e cuidados com as pessoas idosas. “Hoje, as pessoas trabalham e estudam mais que no passado. E elas não dispõem de tempo para cuidar dos idosos que precisam de cuidados diários e específicos”, acrescenta, em entrevista ao site de notícias R7.
Para Aline Secchi, fisioterapeuta da cidade de Jaú, é preciso adequar a posição e o tipo de mobília na casa do idoso. “Tem que se tomar muito cuidado para evitar as quedas que são mais freqüentes na terceira idade, principalmente no banheiro”. Algumas dicas são importantes para tratar o idoso com respeito e dignidade e melhorar a qualidade de vida dele.

- Consulte sobre suas vontades e necessidades: se deseja ficar sozinho, com os familiares ou em uma clínica.
- Caso o ente deseje ficar sozinho, separe em caixas divisórias os remédios que precisam ser tomados, deixe números de telefone bem legíveis junto ao aparelho. Coloque os alimentos e objetos de primeira necessidade sempre ao seu alcance. Evite tapetes escorregadios e móveis pontiagudos. Solicite alguém que o ajude em alguns momentos como a hora do banho, por exemplo.
- Se optar por uma clínica especializada nesse tipo de tratamento, pergunte a amigos e parentes sobre a questão. Pesquise qual poderia ser a ideal para que o familiar se sinta bem e confortável em seu novo lar. Neste caso, não deixe de visitá-lo e levá-lo para passear nos finais de semana.
Texto: Fábio Volpato.

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